domingo, 31 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
A rondar os 30 metade dos meus amigos tenta perceber se preferia ter passado a noite de ontem a tentar transmitir o quanto se gosta de alguém a esse mesmo alguém, se a dosear álcool e charme na festa de solteiros que organizámos. Metade dos meus amigos não sabe se preferia passar os fins-de-semana numa doce e repetitiva calmaria se a tentar dormir com a metade da cidade com que ainda não se deitou. Esta treta do mundo globalizado é muito engraçada mas o conceito de “estar ligado” a toda a hora e a todo o mundo pode tornar-se um bocado assustador quando se fala de amor. Temos 1001 solicitações, 1001 hipóteses e 1001 alternativas e isso faz com que a condição de solteiro se torne num admirável mundo novo de oportunidades engraçadas, festas exóticas e experiências sexuais inauditas. É claro que é precisamente a existência desse custo de oportunidade que mais valor dá ao momento em que decidimos escolher alguém para ficar ao nosso lado, e soar-me-á sempre um tanto ou quanto dúbio, nos dias que correm, que alguém se queixe de não ter tido oportunidade de conhecer o mundo (e quem o povoa) em dose suficiente para que tivesse podido fazer a sua escolha acertada. No outro dia um amigo falava-me na sua nova namorada e o meu primeiro reflexo foi – enquanto metade do meu cérebro gritava à outra “até tu Brutus?” – perguntar se tinha Facebook. Quando me respondeu que não, achei que era uma das melhores qualidades que se podia encontrar numa namorada – não ter Facebook – nem que fosse para evitar um dia, quando tudo acabar, darmos por nós a fazer a triste figura de entrar na sua página e tentar perceber quantas pessoas mais interessantes que nós (entenda-se, com uma fotografia de perfil mais apelativa que a nossa) já adicionou depois de nos dar com os pés.
Os trinta parecem ter o seu encanto. A linha abdominal ainda se confunde com a daqueles miúdos giros que, mais semana menos semana, começam a povoar as praias da Linha e as áreas de cabelo esbranquiçado que aparecem sem avisar parecem conferir-nos algum charme. Sabemos mais, vivemos mais mas nada me assegura – e isto, confesso, já me assusta – que daqui a dez anos não nos estejamos a tentar vender o mesmíssimo discurso em frente ao mesmo espelho, enquanto apreciamos a mesma linha abdominal mais dilatada e nos concentramos, não na mesma descoloração do cabelo, mas na sua inexistência. E aí recordo com receio, o discurso de um antigo colega meu, solteirão eterno, que me conseguia perturbar com o seu orgulho macabro no número de mulheres casadas que dizia já ter comido. A mesma perturbação que senti no outro dia, no buffet de Serralves, por culpa duma linda quarentona que lá estava sentada. O olhar daquela senhora tão distinta fazia-me sentir também distinto e, imagino, que o meu olhar de miúdo a fizesse sentir mais viva. Dizia-me uma amiga que tudo isto é normal e que o importante, como tudo na vida, é traçar os limites e encontrar um equilíbrio. A mim nada disto me parece tão claro e imagino esse equilíbrio tão Yin-yang a resvalar, de um momento para o outro, para um malabarismo circense ou mesmo, se me permitem a badalhoquice, para uma casa de banho pública. Só sei que momentos depois, quando chegaram marido e filhos e aquele homem se apercebeu do que interrompia, me limitei a baixar a cara, mais por vergonha que por receio de apanhar um murro bem dado. O mesmo murro que me esforçaria por conter se fosse dar com um puto, com pelos na cara mas imberbe de espírito, entretido a revitalizar o sex appeal da minha mulher.
O Miguel Esteves Cardoso escreveu um dia que “O amor é fodido” e eu deduzo que não o tenha feito apenas para conseguir vender exemplares a miúdas de 15 anos como aquela de quem eu gostava quando o livro saiu. Sou o primeiro a plagiá-lo mas não foi isso que senti a semana passada quando fui visitar o amigo que me traduzia os textos para a versão inglesa do blogue. Ia decidido a recorrer a tudo para o convencer a voltar a fazê-lo mas quando lá cheguei, deparei-me com 15 meses de vida e um sorriso desdentado a correr desajeitadamente para os braços dele. E naquele momento senti-me ridículo. Senti-me ridículo por me ter passado pela cabeça fazê-lo gastar tempo da sua paternidade com a porcaria dos meus textos. Andámos juntos na escola, partilhámos carteiras e fizemos os mesmos trocadilhos irritantes que esgotavam a paciência à nossa professora de Inglês. Quando foi viver com a namorada ainda eu nem sabia bem o que era ter uma e no dia do seu casamento ocorreu-me, antes de mais nada, toda a liberdade que estava a pôr de lado. Mas hoje, as contas que faço são outras e, para ser completamente franco, invejo-o em parte. E neste ponto recordo-me de um outro amigo e do que ele me contou um dia. Um dia, um outro dia, quando uma namorada sua deixou cair o corpo nu por cima do dele e lhe disse ao ouvido, num tom tão terno que ele só julgava existir na voz da sua mãe:
- Foi tão bom Zé.
E naquele momento, mais que o orgasmo, ele achou que ela lhe agradecia tudo o resto: o companheirismo, a ternura, a protecção, as vezes que sorriu pelo sorriso dela, as vezes que chorou com as lágrimas dela e por tudo o resto que nunca teve que fazer mas que ela sabia que ele estaria disposto. É claro que Zés há muitos e amigos imaginários também mas todos sabemos que seja na minha, na vossa vida ou na do meu amigo imaginário são momentos como este que perduram. Mais que engates, noites loucas ou admiráveis histórias para contar em jantares de mancebos. Mais até que as cenas cortadas da vida que não se expõem num blogue. Mas é o que eu vos digo, o Valentim é um gajo fodido
José Cabral (o alfaiate lisboeta)
segunda-feira, 4 de março de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
coimbra para ser coimbra.
Custa-me ouvir-te falada nas bocas dos outros como uma cidade de tradições obsoletas. Como um conjunto de regras disfarçadas de rituais que vêm passando de geração em geração. Para mim, tradição nunca foi sinónimo de códigos ou condutas. Sempre foi sinónimo de tudo o resto. Não me interpretes de forma errada: é com o maior orgulho que uso as tuas vestes. Mas, sinceramente, arrepia-me da mesma forma a tua imagem ao luar sobre o Mondego. Acredita quando te digo que o sol de Coimbra é diferente do sol do resto do mundo. É o único sol que me causa um sorvedouro miudinho nas veias, como se o sangue corresse ao contrário quando me sento numa esplanada a admirar as tuas árvores, a tua calçada, ou a disposição de todos os teus edifícios. Nem o musgo, que se vai multiplicando com o tempo nas tuas paredes, me deixa indiferente. Sinto tudo isso. Sinto como se todos os dias fossem o último, e a saudade - que nos obrigas a aprender - estivesse ao virar da esquina. Aprendi a admirar-te porque, para o bem ou para o mal, comecei a sentir-te como uma extensão de mim. E faltam-me as palavras para descrever o orgulho que é ouvir-te cantada nas tuas entranhas históricas. És cidade de homens e mulheres em corpos de meninos. Quer queiramos, quer não, fazemos parte da tua mais refinada elite. Acredito que choras um Mondego de lágrimas quando fracassamos. Da mesma forma que o teu coração de pedras ancestrais se contrai de orgulho com os nossos sucessos. Um dia hei-de poder agradecer-te por tudo. Dificilmente conseguirei ser justo. Agradecer-te por tudo será sempre uma tarefa hercúlea. Agradeço-te, sobretudo, por me teres dado uma breve introdução ao amor. Por me teres apresentado um leque tão vasto de amores de bolso e me teres ensinado a amar de corpo inteiro e tripas de fora. Se hoje consigo amar como gente crescida a ti te devo. Obrigado.
Serás sempre recordada por nós como a ponte entre a nossa meninez e a idade adulta. Tenho pena de quem não teve o prazer de te conhecer. E tenho mais pena ainda de quem te conheceu, mas não soube amar-te. Assim sendo, este é o conselho que deixo a quem entra nas tuas portas: vivam como se acabasse amanhã, sintam como se fosse para sempre.
Autor: Pedro Rodrigues
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
-failure-
mas é inevitável o momento em que esses mesmos futuros doutores levam um choque de realidade, as coisas começam a descambar e parece que já nao somos capazes de as agarrar.
o semestre correu-me lindamente, chegar aos exames e chumbar a três cadeiras é que não me soa muito bem. erro ou não, mais vale não sonhar muito alto, em termos académicos a queda vale por 1000.
[rezem por mim]
domingo, 23 de dezembro de 2012
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.”
— Joaquim Pessoa, em 'Ano Comum'
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
life;
segunda-feira, 16 de julho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
things that make me happy
deep thoughts
reflexões pessoais
reflexões mundanas
conversas loongas e com (algum) conteúdo
acho que tudo o que me tornada diferente do resto do mundo fugiu, escapou-se-me por entre os dedos e o pior de tudo é que eu acho que quis isso até um certo ponto.
agora não passo de mais uma rapariguita morena de olhos castanhos simples (mas que dizem tudo a toda a gente e muitas vezes quando não devem !).
fiz uma lista de coisas que me fazem feliz. - a continuar -
domingo, 2 de outubro de 2011
drench yourself in words unspoken.
não sei por que deixei de escrever. as palavras que antes até se atropelavam para sair agora parece que têm um semáforo que está sempre vermelho.
deixei de ter inspiração, de procurar inspiração. esqueci-me das minhas tão queridas frases e agora sinto-me fútil e mais vazia que nunca.
pode ser que o outono traga chuva a bater nos vidros da janela, chocolate quente, folhas cor-de-laranja e tempestades de palavras novas.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
ao tempo que não sentia o cheiro da chuva. já me tinha esquecido o quanto este cheiro me confortava. nunca soube porque, também nunca parei para descobrir a razão. não gosto de chuva, só gosto do cheiro da relva depois de ter sido encharcada com ela.
acho bonito olhar para a chuva a cair por detrás da janela do meu quarto. nem o barulho da trovoada parece incomodar as gotas que caem sem aviso numa tarde de verão. nada as incomoda ou intimida. são livres de seguir o seu caminho mesmo apesar dos avisos dos trovões-
gostava de ser como elas.
fearless.
domingo, 20 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
time pass by
está a passar demasiado depressa, parece que me foge das mãos como areia fina. detesto a sensação de que o tempo passa, ficamos mais velhos, mas nada muda. ou melhor muda, mas não no bom sentido. sinto que estou a desperdiçar a vida, que afinal é tão curta. porque eu não quero ser daquelas pessoas que chega aos 80 anos e pensa 'passou tão rápido', não. eu quero chegar aos 80 e pensar 'fiz tanta coisa, mudei tanto, aproveitei tão bem cada momento.' quero sentir que tive uma vida completa, quero que as memórias me preencham o coração quando já nada o fizer. está a passar rápido, assustadoramente rápido. assusta-me quando penso em algo que aconteceu há dois anos e de repente apercebo-me que afinal já foi há quatro. domingo, 13 de fevereiro de 2011
turn your scars into stars
domingo, 6 de fevereiro de 2011
it's not unusual to cry.
i became such a fake person.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
behind blue eyes.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011
A sua vida era, aparentemente, o sonho de qualquer adolescente. As paredes do seu quarto eram de um rosa clarinho, que acalmava qualquer pessoa que pusesse um pé naquela divisão. Tinha um dossel, para os seus sonhos de princesa. Porque para ter verdadeiros sonhos de princesa há que agir como uma. O chão era frio, de mármore cuidadosamente polida. Por essa razão tinha sempre as suas pantufas ao lado da cama.
Só que nem tudo era perfeito na sua vida, a pressão imposta pelos seus pais era brutal. Eles tinham as maiores espectativas para a sua menina loira de olho azul, olho este que provinha do seu avô paterno.
Todos os anos, rios de dinheiro eram gastos com a educação de Matilde, a sua carga horária era extremamente cansativa. Mas ela fazia o que tinha de fazer, era uma excelente aluna a tudo, tinha de ser ou nao seria ninguém na vida mais tarde. E ela tinha de ser alguém, pois Matilde estava habituada a ter tudo o que queria e do melhor que havia. Só de pensar que um dia poderia não conseguir sustentar este luxuoso modo de vida tremia como varas verdes.
Apesar de saber que devia olhar mais á miséria que havia, não há sua volta mas bem perto de si Matilde não conseguia descorar a sua colecção de malas, os seus saltos altos e os seus vestidinhos de alta-costura nos quais tinha tanto orgulho e investia tanto dinheiro.
Secretamente sonhava acordada, quando não estava com livros até ao pescoço, em viajar, em largar tudo durante um ano e ir pelo mundo só com uma mochila às costas. Conhecer gente de todos os países, de todos os escalões sociais ao contrário do que se passava no seu pequeno bairro de 'socialite'. Por outro lado tinha medo, muito medo. Não ía ter a protecção tão querida do seu pai, ninguém iria saber que era quase de sangue azul, nao poderia evocar o seu apelido para defesa própria como tantas vezes fazia, não ía ter conforto nenhum ao qual estava tão (mal) habituada.
Podia ter o mundo nas suas mãos, se não fosse o medo de que estas cedessem e não o conseguissem segurar.
'Querido diário, quando deixar de ter medo de tudo vou ser finalmente feliz. Até lá só a ti te confio o que realmente quero fazer da minha vida. Não posso desiludir os meus pais.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
domingo, 12 de dezembro de 2010
Estou farta que achem que eu sou o que não sou ( de todo ).
Auto-confiança? zero. Toda a minha vida foi assim, desde cedo que a pouca confiança que eu tinha foi abatida, reduzida a pó, a nada.
Nunca acreditei em mim, nunca achei que conseguia fazer, que de facto poderia ser boa em alguma coisa. Se calhar até podia, mas tive sempre medo de tentar e por isso nunca alcancei o que queria mesmo. Sou fraca de mais para me impor a quem quer que seja que tenha posições contrárias às minhas, fico-me por um encolher de ombros e sigo em frete.
Pergunto-me várias vezes quantas oportunidades vou perder ao longo da minha vida (e quantas já perdi) por este "medo" de falhar, que acaba num "não querer saber". Onde posso eu chegar sendo tão passiva em tudo? Sou activa na minha zona de conforto mas esta é demasiado pequena para o horizonte a que quero chegar. Mas e se ao sair tropeçar no primeiro obstáculo que se erguer perante mim? Fico no chão, esbarrada e com vergonha de pedir ajuda a quem passa. Com vergonha de assumir que falhei e que tenho medo de mais para voltar a tentar. Porque no mundo em que eu vivo, vejo à minha volta tanta gente que chega longe por se impor, por ser capaz de usar as palavras a seu favor nos momentos cruciais. Têm um poder de persuasão imenso e que eu invejo. Podem não dizer nada que valha a pena ouvir, pode não haver conteúdo nenhum no seu discurso improvisado, mas no entanto atingem o que querem, conseguem iludir quem os ouve.
Tenho objectivos bem definidos, espero ganhar a coragem necessária para lutar por eles.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o deseqilibrio, o medo , o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor nao é para ser uma ajudinha. Nao é para ser o alivio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o ponto socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá la um jeitinho' sentimental.
Odeio essa mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Por onde quer que se olhe, já nao se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O nosso amor nao é para nos compreender, nao é para ajudar, nao é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor nao é para nos amar, para levar-nos de repente ao céu , a tempo de ainda apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. As vezes a vida mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro nao é um meio, nao é um fim, nao é um principio, nao é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor nao se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por iso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita. Não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que se quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito do que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguem. Por muito longe, por muito dificil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha, é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nao se pode ceder, nao se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida interira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
sem os dramas que a nossa geração colocou nos que eram suposto ser 'os melhores anos da nossa vida'.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
our dreams are made of real things.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
london
eu não sou fútil, mas cada vez acho que estou mais porque é assim que todas as fotocópias da minha geração são.
mas agora eu descobri outro mundo, já nem me lembrava que podia haver outro para além do meu. e esse vai ser o meu mundo, para sempre.
be genuine
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
i didn’t wanna be that girl that cries herself to sleep
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
i love you*
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
tired of love
ninguém percebe o quão fragil ele é, ninguém percebe que eu no fundo sou fraca. que por trás de um sorriso há uma pessoa que não está feliz. uma pessoa que não sabe o que a faria feliz. um amor perfeito, talvez. infelizmente isso ainda não se faz neste mundo. talvez peça mais do que mereço, talvez eu mereça isto que estou a viver, talvez não esteja destinada a encontrar alguém. alguém que seja capaz de tratar do meu coração sem o deixar escorregar e bater no chão. alguém que gosto de mim o suficiente para se baixar e apanhar todos os bocadinhos que ficaram perdidos por rapazes descuidados.
já não quero amar ninguém, já nao quero que me amem. assim nao magoo nem sou magoada.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Estou confusa, assustada e com medo de enfrentar outro dia. No fundo, sempre fui assim.
'descobres que só porque alguem não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso'
desculpa.♥
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 27 de março de 2010
My life has been long, and believing that life loves the liver of it, I have dared to try many things, sometimes trembling, but daring, still. I have only included here events and lessons which I have found useful. I have not told how I have used the solutions, knowing that you are intelligent and creative and resourceful and you will use them as you see fit.
You will find in this book accounts of growing up, unexpected emergencies, a few poems, some light stories to make you laugh and some to make you meditate.
There have been people in my life who meant me well, taught me valuable lessons, and others who have meant me ill and, have given me ample notification that my world is not meant to be all peaches and cream.
I have made many mistakes and no doubt will make more before I die. When I have seen pain, when I have found that my ineptness has caused displeasure, I have learned to accept my responsibility and to forgive myself first, then to apologize to anyone injured by my misreckoning. Since I cannot un-live history, and repentance is all I can offer God, I have hopes that my sincere apologies were accepted.
You may not control all the events that happen to you, but you can decide not to be reduced by them. Try to be a rainbow in someone's cloud. Do not complain. Make every effort to change things you do not like. If you cannot make a change, change the way you have been thinking. You might find a new solution.
Never whine. Whining lets a brute know that a victim is in the neighborhood.
Be certain that you do not die without having done something wonderful for humanity.
I gave birth to one child, a son, but I have thousands of daughters. You are Black and White, Jewish and Muslim, Asian, Spanish-speaking, Native American and Aleut. You are fat and thin and pretty and plain, gay and straight, educated and unlettered, and I am speaking to you all. Here is my offering to you.
My mother, Vivian Baxter, warned me often not to believe that people really want the truth when they ask, "How are you?" She said that question was asked around the world in thousands of languages and most people knew that it is simply a conversation starter. No one really expects to be answered, or even wants to know "Well my knees feel like they are broken, and my back hurts so bad I could fall down and cry." A response like that would be a conversation stopper. It would end before it could begin. So, we all say, "Fine, thank you, and you?"
I believe in that way we learn to give and receive social lies. We look at friends who have lost dangerous amounts of weight or who have added ungainly pounds and we say, "You're looking good." Everybody knows the statement is a blatant lie but, we all swallow the untruth in part to keep the peace and in part because we do not wish to deal with the truth. I wish we could stop the little lies. I don't mean that one has to be brutally frank. I don't believe that we should be brutal about anything, however, it is wonderfully liberating to be honest. One does not have to tell all that one knows, but we should be careful what we do say is the truth.
Let us bravely say to our young women, "That raggedy hairstyle may be trendy, but it is also unattractive. It is not doing anything for you." And let us say to our young men, "Your shirttail hanging out from under your jacket does not make you look cool, it just makes you look unkempt and uncared for." Some Hollywood fashion police decided recently that appearing in wrinkled clothes with half-shaven faces was sexy because it made men look as if they had just arisen. The fashionistas were both right and wrong. The disheveled look does make the person appear to have just gotten out of bed, but they are also wrong because that look is not sexy, it is just tacky.
The nose, nipple, and tongue rings are the possession of the very young who are experimenting. While I don't like them, they don't bother me much because I know that most of the youth will grow older and will join the social sets in which they work and live. The rings will be discarded and the young people will pray that the holes heal over so that they will not have to explain to their own teenagers why the holes were put there in the first place.
Let's tell the truth to the people. When people ask, "How are you," have the nerve sometimes to answer truthfully. You must know however, that people will start avoiding you because they too have knees that pain them and heads which hurt and they don't want to know about yours. But think of it this way, if people avoid you, you will have more time to meditate and do fine research on a cure for whatever truly afflicts you.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
the notebook
sábado, 9 de janeiro de 2010
blindness
Todos nós, em algum momento da nossa vida ficamos cegos e deixamos de conseguir ver para além de uma única luz.
Fica tudo escuro à nossa volta e somos iluminados apenas por uma pessoa, um único ser ao qual nos entregamos. Corpo e alma.
A maior parte das vezes é apenas temporário e rapidamente a nossa mente se ilumina novamente apesar de haver sempre um foco de luz , um foco de felicidade.
No entanto, com o tempo e com o que vai acontecendo essa luz vai ficando mais fraca e pode-se apagar mesmo.
Juntos movemos montanhas e criamos rios; somos capazes de qualquer coisa, ou nada.
Que a nossa luz nunca deixe de brilhar <3
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
nunca estas palavras me tinham parecido tão distantes .
Já não há mais sal na dispensa, o mundo parece estar mais insosso que nunca.
Eu tentei, tentei ser forte e fazer-me de forte perante o mundo todo. Mas falhei, agora já não consigo mais e parece que me cai tudo em cima. Ao mesmo tempo. Ninguém compreende, eu não peço que me compreendam, peço sim que me deixem em paz nem que seja por dois minutos. Sem problemas, sem pressões, sem angústias, sem nada.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Because you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
sábado, 23 de maio de 2009
'camtil não são 10 dias por ano'
segunda-feira, 18 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
I'm afraid to stay 'cause I don't want be left alone.
Afraid to try 'cause there's always too much to loose.
And I'm sitting here, just standing by the phone
I cannot move 'cause my belly starts to mone.
Honestly I ain't got much to choose.
o que poderia eu fazer? era tudo diferente do que eu já tinha provado. Já nada batia certo como dantes. As lágrimas secam antes de cairem, os pensamentos voam antes de terem alguma lógica. acabou.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
My Blueberry Nights
sábado, 28 de março de 2009
terá sido?
"O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!"
cliché, ou não.









